Mapas interativos e Geoprocessamento

Atualmente vemos muitas aplicações e sites utilizando mapas (nem que seja apenas pra mostrar o endereço da empresa), essa facilidade que o Google trouxe com o Google Maps é muito grande, ajudou muito na disseminação dessa tecnologia.

Foto por: Everson Novka

Essa facilidade de implementação, nos dá maiores opções para criar sistemas e interfaces bem diferenciadas, como o Zoomii Books (mesmo não usando Google Maps) que implementou uma loja virtual de livros e o Trulia, um site de uma imobiliária americana que chega até o nível de visualizar a casa como se estivessemos em frente a frente (utilizando o Street View).

Abaixo vemos o Google Maps e integrado ao Panoramio, dando até a opção de navegação panorâmica das fotos georeferenciadas.

Mas acontece que o pessoal do Google abstraiu muito a dificuldade que é trabalhar com informações georeferenciadas. Fez com que todas essas funcionalidades (busca de endereços, pontuação, pesquisa por polígonos) e informações (mapas, imagens de satélites, rotas) ficasse algo simples e totalmente transparente para o desenvolvedor. O desenvolvedor sabe que passando o endereço, aparece um ponto no mapa, e isso as vezes basta, mas quando precisamos ir mais além, vemos que a coisa não é tão simples assim.

Senti essa dificuldade tempos atrás, onde tiver que implementar um projeto utilizando tecnologias livres e nos requisitos estavam: Java, MapServer, MapScript e PostgreSQL (com PostGIS). Descobri que não é só utilizando endereço e, a inválivel dupla, latitude/longitude que identificaremos os pontos no mapa, descobri também a existência das coordenadas UTM e a diferença entre as regiões.

Posteriormente descobri que uma alternativa de desenvolvimento ao MapServer, é o GeoServer, escrito nativamente em Java, que facilitaria – e muito – o meu trabalho, pois o MapScript é uma biblioteca em C e por isso foi necessário utilizar JNI.

Com tudo isso, descobri que geoprocessamento é bem mais do que um mapa com alguns pontos e alguns polígonos, tem muito mais coelho nesse mato. O geoprocessamento e georeferenciamento não é algo tão simples, não é a toa que existem os Engenheiros Cartográficos.

Depois desse projeto, vi que curti demais a área e estou me aprofundando na medida do possível, todos os estudos que eu for realizando relatarei por aqui. E o primeiro estudo que relatarei será o OpenLayers.

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Sobre Leonardo Saraiva

Atualmente arquiteto de integração no ICI - Instituto Curitiba de Informática. Trabalhando com SOA utilizando ferramental open source, focando principalmente na suíte WSO2. Idealizador e membro da comunidade WSO2 Brasil.
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